Amsterdã

Esse é só um relato de viagem e não propriamente um guia. Passei dois dias em Amsterdã por conta do meu aniversário e vou contar um pouco desses dias.

Pois bem, a primeira coisa a dizer é que queria ficar em uma casa-barco. Não fiquei em um barco propriamente dito mas a oportunidade em dormir e acordar olhando o mar era maravilhosa. É algo que com certeza farei de novo! No dia em que chegamos lá, demos uma voltinha pelo centro da cidade e só.

No dia seguinte, dia do meu aniversário, fomos pela manhã visitar um mercado de rua que lembrou bem as feirinhas no Brasil. Nas barracas era possível achar roupas novas e usadas, botões, tecidos, barraquinhas com comidas… Ali por perto tomamos café num restaurante chamado Boca’s e estava bem gostoso! Continuamos olhando a feirinha e depois partimos pro segundo programa que era visitar o Museu do Sexo.

Devo admitir que a coisa do “Museu” me fez ter fantasias de que seria um lugar “chic”, com um passeio pela sexualidade dos diferentes povos desse globo. Tinha isso também, mas pouco. E impressionou-me o quanto de “falo” tinha no museu do “sexo”. Fiquei pensando na nossa cultura falocêntrica e no escanteio que a sexualidade e o sexo feminino é delegada.

Depois do museu pegamos um dos barcos que fazem um tour pelos canais e foi bem agradável. Conheci um pouco da história e da arquitetura holandesa. Achei curioso que existe um gancho no teto das casas para ajudar a colocar os móveis dentro dos apartamentos, quando são feitas as mudanças. Isso é uma solução para os cômodos compridos porém bem estreitos.

Finalizando o passeio era hora de procurar um restaurante e sem querer achamos um restaurante português com uma comida muuuito boa! Descobri até uma cerveja saborosa – não sou uma grande apreciadora de cervejas -, a Sagres.

Chegou a noite, hora de dormir e aproveitar o último dia.

Como não tínhamos o dia todo decidimos visitar o Museu do Van Gogh  e o Moco Museu onde tinha uma exposição do Bansky. Gostei mais do segundo. A coleção do Van Gogh não era tão numerosa para os 3 andares do prédio, o que tornou a visita um pouco cansativa e minha “ignorância artística” não apreciou metade dos quadros…

Mas é isso pessoal. Como disse, foi um breve relato dessa segunda ida á Amsterdã. Tudo muito rápido é verdade, mas a experiência da casa-barco e as comidinhas gostosas valeram muito a pena!!!

Cuba em fotos – parte I

Oie gente!

 

Nesse post, vou colocar algumas fotos da minha viagem para Cuba. Fui participar de um congresso e aproveitei para explorar algumas esquinas dessa terra cheia de sol. Num post futuro volto contando em palavras o que vivi.

 

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Finalzinho da Calle Amargura

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dessas frases que mexem comigo…

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Carro particular do Partido Comunista Cubano

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Praça Jose Martí

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Pátio da universidade

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Universidade de Havana

Universidade de Havana. Prédio de computação e matemática

Universidade de Havana. Prédio de computação e matemática

Praça da Revolução

Praça da Revolução/Memorial Jose Martí

Um prédio bonito que esqueci o nome.

Um prédio bonito que esqueci o nome.

na Praça Vieja

na Praça Vieja

Curtindo a vista do Malécon

Curtindo a vista do Malécon

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O lado de lá

 

A poesia das ruas cubanas

A poesia das ruas cubanas

Weimar

Oi gente bonita!

O post de hoje inaugura uma nova aba do meu blog: viagens.  Nesse primeiro post vou falar sobre uma pequena viagem que fizemos no final de semana do dia 03 de outubro, feriado em comemoração à Reunificação Alemã.

Primeiro vou dizendo que apesar de ter sido três dias e aqui mesmo na Alemanha, consideramos isso uma viagem, hehe. Os alemães geralmente viajam bastante, em comparação aos brasileiros, por exemplo (por muitas razões, entre elas o dinheiro, mas também porque a ideia que se tem sobre/como viajar é bem diferente)e a ideia de viajar não é só nas férias ou para lugares distantes. Os alemães gostam de conhecer até mesmo as pequenas “aldeias” nas circunvizinhanças de onde eles moram. Acho que todo “cobocó” tem um hotelzinho ou um quarto para viajantes.

Pois bem, o lugar que visitamos nesse feriado foi a cidade de Weimar. Weimar é uma cidade situada no estado de Thüringer, mais ou menos no centro do país e é patrimônio da humanidade pela UNESCO. Tem aproximadamente 65 mil habitantes e é uma das cidades mais visitadas da Alemanha. O motivo em ser um dos maiores destinos turísticos deve-se a dois dos grandes escritores alemães: Goethe e Schiller. Desses dois,acho que o mais conhecido pelos brasileiros é o primeiro, haja vista que estudamos ele como um dos maiores representantes do movimentos literário do romantismo.

Uma das ruas do centro de Weimar

Uma das ruas do centro de Weimar

A praça da prefeitura

A praça da prefeitura

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Essa praça é o “estacionamento de cavalos”. Até hoje tem charretes como opção turística para conhecer a cidade.

Outro ponto que atrai muitos visitantes é o fato de Weimar ser um dos centros da Bauhaus, uma escola de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda alemã e uma das maiores e mais importantes expressões do chamado Modernismo no design e na arquitetura, sendo a primeira escola de design do mundo.

Sentindo-me como uma criança! (Museu do Castelo)

Sentindo-me como uma criança!

Agora vou dizer o que eu gostei e as minhas impressões da cidade. Como disse Goethe “Weimar não é uma cidade com um parque, mas um parque com uma cidade” e essa foi a primeira coisa que gostei na cidade; tem muito verde e um parque enorme que você pode passear, correr, levar os bichos de estimação, a família toda ou simplesmente sentar e aproveitar a paisagem!

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O outro ponto que gostei é o centro pequeno e bem aconchegante. Dá pra visitar quase tudo a pé. Por conta da herança cultural, tanto literária quanto do designer, Weimar tem muitas lojinhas de artesanato, papelarias e livrarias. Todas super charmosas, com várias ideias e os preços são acessíveis. A cidade – para uma cidade pequena – é bem servida de brechós descolados e lojas fair trade, ou seja, lojas que prezam pela qualidade dos produtos e da não-exploração da mão de obra em todos os processos da produção. Foi uma pena que quando estive lá, por conta do feriado, todas as lojas estavam fechadas, mas é certamente uma cidade que voltarei para fazer compras em uma das etapas do meu armário cápsula.

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Um brechó

"Uma vida sem sentido é uma vida sem insensatez"

“Sem sentido é uma vida sem insensatez”

Mas e o Goethe e o Schiller, Nádia? Bem, visitamos a casa dos dois e lá conheci um pouco mais sobre a história de ambos. Na verdade eu nunca me interessei muito pelo Goethe, meu santo nunca bateu com o dele e o Schiller só tive conhecimento depois de morar aqui.

Goethe (do lado direito) e Schiller

Goethe (do lado direito) e Schiller

Goethe morou a maior parte da sua vida em Weimar, apesar de ter nascido em Frankfurt am Main. A pequena casa dele é aberta à visitação e ao lado foi construído um anexo com vários objetos pessoais e stands temáticos a cerca da sua produção literária. Goethe foi ministro da cidade, encontrou-se com Napoleão e em resumo era um puxa saco da burguesia e da nobreza, além de ter escrito várias obras importantes (hahahaha, ótimo resumo!).

Schiller mostrou no seu primeiro texto a quem veio. No livro “O Ladrão” ele critica a burguesia e a nobreza contando a história de um homem que não pode casar com seu grande amor porque foi “prometida” a outro nobre. Apesar de ter estudado medicina, Schiller viveu basicamente de seus escritos, o que não rendeu-lhe uma vida abastarda, como Goethe. Uma outra razão para a vida regrada é que mesmo ganhando pouco, Schiller teve que sustentar o padrão de vida da sua mulher, que era nobre.

Quanto à gastronomia não foi nada tão espetacular. Como sou vegetariana, busquei opções na net e achei essa hamburgueria e depois jantei aqui. Por outro lado foi que eu bebi a maior taça de chocolate quente da minha vida! Minha cara de espanto foi tão grande, que até a garçonete comentou heheh.

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Pedi a opção meio amargo. Delícia!

No meio das caminhadas ainda achei essa placa!

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“Aqui morou Johann Sebastian Bach entre 1708-1717 e onde nasceu Friedemann Bach in 1710 e Philipp Emanuel Bach em 1714”

Entretanto, meu interesse maior em conhecer Weimar era pela existência de um campo de concentração entre 1937 e 1950.E essa experiência vou contar no meu próximo vídeo, lá no meu canal do youtube.

Porta de entrada do Campo de concentração Buchenwald em Weimar

Porta de entrada do Campo de concentração Buchenwald em Weimar

Bom, por hoje vou ficando por aqui. Espero que tenham gostado do post e nos vemos na próxima viagem.

Beijas!

 

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